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sábado, 31 de março de 2012

ASSIM TENTANDO VIVER



Ando tentando me ocupar com Jesus de Nazaré e, em como segui-Lo bem de perto e, servir os feridos na jornada da vida, de modo que, não sobra tempo pra me ocupar com a religião, as instituições religiosas e o mercado religioso.
Só há um caminho, o caminho do amor a Deus, ao próximo e a mim mesmo, claro, a mim mesmo sem me tornar egoísta, egocêntrico, soberbo, altivo, presunçoso..e por ai vai..álias, se perceberam estes sintomas em mim, por favor, me avisem ou falem com a Lau, pois, preciso ser tratado.
Peço perdão aos que insistem comigo quanto ao que acontece no mercado religioso, de verdade, não me interesso por mais nada, disto, me interesso por pessoas, claro, incluindo os que são vitimas ou mesmo os algozes destas instituições.
Não quero levantar nenhuma bandeira contra quem quer que seja, pois, cada um dará conta de si mesmo ao Eterno e, creiam, Ele não se deixa escarnecer.
Não quero gastar meu tempo com nada disto, pois, nenhum tempo gasto nisto, dará retorno saudável.
Já disse e digo outra vez; o que acontece hoje no mercado religioso tem mais a ver com o ministério publico.
Lamento toda manipulação que existe neste mercado, mas, cada um vai onde quer, ouve quem quer, segue quem quer, enfim, ninguém é inocente nesta complexa teia de interesses que desejam “tirar”do Eterno algo pra si mesmo.
Quero me apegar ao mínimo razoável da fé que abracei que é:
Amar o Senhor, cuidar de alguns, me deixar cuidar, orar, perdoar, repartir o pão e a vida e resgatar alguns da indignidade existencial.
...
Carlos Bregantim
Caminho da Graça - Estação São Paulo

segunda-feira, 26 de março de 2012

QUAL É A SUA RESPOSTA?

O Evangelho é uma notícia, uma boa-nova. O Evangelho é um FATO: ele anuncia que podemos ter “a CERTEZA de que Deus, em Cristo, reconciliou consigo o mundo”.
Durante muito tempo, eu anunciei o Evangelho como uma OPÇÃO para quem o ouve. Na verdade, o que de fato o cristianismo tem feito em quase toda a sua existência tem sido anunciar o Evangelho como uma opção: ou você o aceita OU...
Mas ele é um fato consumado: DEUS FEZ; DEUS RECONCILIOU; Jesus disse: ESTÁ CONSUMADO!
Assim, o verdadeiro problema não está em aceitar ou não aceitar a mensagem do Evangelho. Quando eu leio uma notícia em um jornal ou em uma revista, não importa se eu concordo ou não concordo com o que aconteceu e está ali relatado. É um FATO, e como dizem: contra fato não há argumento.
Na verdade, o problema REAL não é se aceitamos ou não, mesmo porque o fato de não aceitarmos não muda em nada algo que já está consumado. Mas o real problema é, em sabendo da notícia, O QUE FAZER; QUE RESPOSTA DAR.
Dessa forma, quando hoje anuncio o Evangelho, não mais o faço na expectativa de que alguém o aceite, mas de que, em ouvindo, tal pessoa permita-se ser invadido e mudado por essa mensagem. Minha expectativa vem ser a de que o ouvinte possa alegrar-se com esse evangelho-fato e, a partir daí, possa experimentar a paz e o perdão anunciados. E também, estando livre de todo peso de culpa e tendo o coração assim pacificado, possa entregar-se, dia a dia, a uma transformação e aperfeiçoamento, que deve ser a consequência natural do caminhar na vereda do Evangelho.
Para Deus, tudo está pago, não restando ao ser-humano nenhuma ação mais que o possa garantir diante de Deus na Eternidade.
Mas, e você, que resposta tem dado a esse tão grande amor?
Pense nisto!

Alessandre Sivieri
Caminho da Graça – Estação Foz do Iguaçu
ocaminhoemfoz@hotmail.com

sábado, 24 de março de 2012

O NOME

Alguns se acham donos do Nome. Outros se tornaram representantes do Nome, especialistas em interpretá-lo, explorá-lo e vendê-lo.

Outros falam no Nome o tempo inteiro, a ponto de fazer com que corra o risco de tornar-se apenas um nome como outro qualquer.

Enquanto isso, o Nome se manifesta no silêncio e nos ruídos da natureza, nas palavras de quem não tem voz nem vez.

Há também os que odeiam o Nome, na maioria das vezes por conta daquilo que os que ostentam o Nome fazem (ou deixam de fazer) em nome Dele.

Ultimamente tenho evitado proferir o Nome.

Mais que depressa alguns que adulam o Nome me acusam de tê-lo renegado.

Não me importo.

O Nome e eu sabemos que isto não é verdade.

E aquilo que o Nome sabe é o bastante, mesmo quando nada sei.

Eu tenho evitado pronunciá-lo, mas não porque o despreze.

Pelo contrário.

Ele tem-se tornado ao longo da vida tão grande pra mim que as formas de proferi-lo são incapazes de abarcá-lo.

E é bom que seja sim.

O Nome quando explicado, destrinchado, estudado e analisado, corre o risco de ser apenas um mero nome.

E penso que o Nome gosta mesmo é de não ter nome, uma vez que se identifica radicalmente com os anônimos do mundo, com os que não são, que não têm nome.

É muito bom ter reverência pelo Nome.

Ele fica bem longe.

E aí está o paradoxo: quando longe, o Nome se faz mais perto que nunca.

E deixa de ser apenas um Nome, pra ser gente.

Jorge Camargo 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Lu, qual é a sua religião?


No começo deste ano estava fazendo um curso e conversando com o professor do mesmo, percebi que tínhamos algumas coisas em comum e decidi fazer amizade com ele, um dia falávamos sobre o quanto Deus é maravilhoso e nos surpreende sempre com presentes de bondade imerecida, quando ele me disse ser mórmon e se mostrar visivelmente entusiasmado com a doutrina de sua fé. Eu voltei a falar sobre a bondade de Deus porque este é particularmente um assunto de que gosto muito, quando ele me interrompeu e perguntou qual é a minha religião. Eu lhe respondi que não tenho, e pude perceber a decepção e mesmo a dor em sua expressão, como se fora totalmente indigesta a minha resposta. 

E a partir desse dia percebi com certa tristeza que não poderíamos ser amigos, o que me decepciou um bocado, mas para ele era inconcebível a ideia de que alguém pudesse se alegrar tanto com a bondade de Deus sem seguir uma religião, para ele eu estava mentindo sobre minha relação com Deus, ou então estava muito, muito enganada, e sendo assim, ele não poderia falar nem mesmo sobre amenidades comigo, seria de alguma forma prejudicial para suas convicções...

A pouco tempo, outra situação parecida aconteceu, alguém estava entusiasmado com a coerência simples do que escrevo e posto aqui no blog, quando fiz a seguinte observação numa rede social:

“Religião? Não tenho. 
O que tenho é uma emocionante, 
maravilhosa, apaixonante, assombrosa, intensa, 
séria, doce e constante relação com Deus. 
Desculpe-me.”

Desta vez vi o problema não ser a religião, mas a adoção de uma doutrina em específico, se não sou calvinista então só posso ser arminiana, e se não sou nem uma coisa nem outra porque prefiro não ser de Calvino nem de Armínio, mas de Cristo então as pessoas se afastam...

Mas Tiago, que Lutero não queria que estivesse entre os livros inspirados disse, prático como ele só, que a verdadeira religião, ou seja, que o que de fato nos religa a Deus é a construção de relacionamentos melhores com as pessoas que enxergamos como nosso próximo, sendo assim, serei sempre de Cristo, sendo-lhe útil como possa através do meu próximo.

E enquanto ninguém entender isso continuo afirmando pacificada e mansa que verdadeiramente não tenho nem pretendo ter nenhuma religião, pois sou de Cristo e o sirvo no chão da existência através que quem caminha comigo pelo caminho.


Lu Rodrigues  

http://lu.blogue.me/2012/03/lu-qual-e-sua-religiao.html

segunda-feira, 19 de março de 2012

FRASES NA REDE II


Gestos nobres e de grandeza estão para além de serem exercidos sob o tacão de conceitos éticos e morais pois eles advêm de boa gente simples, sensivelmente humana e solidária.
Dario Souza


O Evangelho requer mais do que expressões religiosas. 
Carlos Bregantim 


Não cometa a loucura de achar que o que eu digo é ABSOLUTO, pois assim, eu seria o PAI da SUA VERDADE e DONO da sua VIDA. 
Erison Soares Lima 


O poder de um simples gesto pode até não mudar civilizações mas revoluciona corações. 
Dário Souza 



Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas. 
Sêneca (em citação de Ariane Sivieri)

MENSAGEM DE DOMINGO: Eu evangelizo-me, tu evangelizas-te, ele evangeliza-se


E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. 
Marcos 16.15

O versículo acima é o slogan de praticamente todas as campanhas e movimentos de evangelização.

E quando se pensa em evangelização, logo se pensa nas tribos isoladas no meio da selava amazônica; pensa-se logo na necessidade de alcançar os povos não-cristãos; tem-se em mente levar a mensagem do Evangelho aos monges tibetanos ou empreender uma viagem aos países de religião islâmica.

Acontece que esquecemos que “evangelizar, antes de ser sair vendendo um pacote de salvação religiosa, é, e somente é, viver de modo tão pacificado e tranquilo, que as pessoas percebam que o que nos habita é o resultado de nossa vinculação com o próprio Deus” e “para que se prega? Ora, para que as pessoas gozem na Terra, ainda, a paz e a alegria de serem de Deus, sem medo, sem culpa, sem as aflições da morte, e sem as entregas à tirania do poder da morte, que é aquilo que desgraça a alma dos homens e destrói o mundo”. (Caio Fábio) 

Sendo assim, não há que se pensar em evangelizar o mundo, sem que, primeiramente, se evangelize a si mesmo; não podemos pensar em evangelizar os amigos, familiares, vizinhos, sem antes pensarmos em NÓS MESMOS como alvo; não há que se pensar na necessidade das tribos amazônicas, monges tibetanos, muçulmanos e seja lá o que for, sem que eu reconheça que, antes de mais ninguém, EU preciso ser evangelizado.
Sim, sou eu que preciso me expor todos os dias ao Evangelho; sou que devo me abrir, me escancarar pra que entre em mim esse Evangelho, e, estando em mim essa Palavra, sendo eu habitado por essa BOA NOVA, isso seja em mim material, matéria-prima para o agir do Espírito de Deus, vindo e sarando, curando, transformando, moldando meu caráter, minhas emoções e sentimentos, minha forma de pensar, de agir... tudo em mim, de acordo com a Sua vontade.

Não estou dizendo que não devemos evangelizar, nem que devemos estar em estado de perfeição, mas, o que estou querendo dizer é que evangelizando, sejamos também evangelizados; o que estou dizendo é que, indo, lançando a semente, nem por isso, por achar que um dia já fomos semeados, deixemos de permitir no dia-a-dia, o frutificar do Evangelho em nós.

Deus nos livre de acharmos que já estamos prontos, que não há mais nada a ser feito pelo Evangelho em nós, que somos os melhores, ou que somos no mínimo bons pais, bons cidadãos, acima da média, e que por isso não necessitamos de um refletir, de um submeter diário à sondagem do Espírito de vida.

Assim, “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos (Salmo 126:6)”, sobretudo, aqueles que as levam em seus próprios corações, continuamente submetidos a elas.

Alessandre Sivieri
Caminho da Graça – Estação Foz do Iguaçu